Justiça determina prisão de José Dirceu

Sexta-feira, 18 Mai, 2018

A juíza Gabriela Hardt, substituta do juiz Sérgio Moro na 13.ª Vara Federal de Curitiba, expediu nesta quinta-feira, 17, à noite mandado de prisão para o ex-ministro José Dirceu, condenado a 30 anos, 9 meses e 10 dias de prisão na Operação Lava Jato. Mais cedo, Dirceu teve o último recurso negado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que se manifestou pela execução provisória da pena.

O TRF-4 também determinou a execução da pena do ex-presidente da Engevix Gerson de Mello Almada e do lobista Antônio Guimarães Hourneaux de Moura, condenados no mesmo processo.

José Dirceu deverá ser encaminhado até ao Complexo Médico Penal de Pinhais, em Curitiba, onde aí será encaminhado à ala reservada a presos da Lava Jato. Ele ainda tem a oportunidade de recorrer aos tribunais superiores. Experimente o JOTA Poder!

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Dirceu teve participação no esquema montada pela Engevix, uma das empreiteiras que formaram um cartel para fraudar licitações da Petrobras a partir de 2005.

O ex-ministro chegou a ser preso entre agosto de 2015 e maio de 2017, mas conseguiu um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, para aguardar o julgamento em liberdade monitorado por tornozeleira eletrônica. Entre os pleitos da defesa constava, por exemplo, o recálculo da pena. Para Gebran, a condenação do réu no caso mensalão não poderia ser invocada como antecedente, visto que não havia documento atestando a data do efetivo trânsito em julgado do referido processo nos autos.

A assessoria informa que Sanchotene está de férias e foi substituída pela juíza federal convocada Bianca Georgia Cruz Arenhart.

Ele foi julgado na 4ª Seção, formada por seis desembargadores, que é a mesma que negou os embargos infringentes em 19 de abril.

A pena de Dirceu é a segunda mais alta dentro da Lava Jato até o momento.