ONU condena violência na fronteira de Gaza e mostra preocupação

Quarta-feira, 16 Mai, 2018

O Ministério do Interior em Gaza, que controla o movimento islâmico Hamas, anunciou hoje que dez dos seus membros foram mortos na segunda-feira pelos disparos do exército israelita durante os protestos na fronteira que separa a Faixa de Gaza de Israel, publicando fotografias e nomes dos mortos.

Segundo Colville, entre os feridos, 155 pessoas estavam em estado grave e 10 eram jornalistas.

O porta-voz do ACNUDH enfatizou que Israel não permitiu que os feridos deixassem a Faixa de Gaza para tratamento.

"O Governo bolivariano expressa, uma vez mais, a absoluta condenação das ações do Governo norte-americano, em conjunto com a força ocupadora israelita, mergulhadas na ilegalidade e totalmente contrárias ao Direito Internacional, que anulam todas as resoluções relativas a este conflito e que minam os esforços para encontrar uma solução pacífica e justa".

As forças israelenses responderam com gás lacrimogêneo, balas de plástico e vários tipos de munição, causando horríveis ferimentos e invalidez pelo resto da vida, conforme o relato.

Os protestos perto da Faixa de Gaza da segunda-feira (15) ocorreram na data em que se comemora os 70 anos da formação de Israel. O Conselho "pede uma investigação independente e transparente sobre essas ações para garantir que se prestem contas", acrescenta.

Israel disse estar agindo em legítima defesa para proteger suas fronteiras e comunidades.

Esta é a primeira morte após a violenta segunda-feira, em que dezenas de palestinos morreram, e centenas ficaram feridos.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, até um recém-nascido morreu após inalar gás lacrimogêneo durante a ofensiva.

A escalada de violência desta segunda aconteceu no mesmo dia em que os Estados Unidos inauguraram sua embaixada na cidade de Jerusalém.

Os mesmos números foram apresentados hoje pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que destaca que os feridos nos confrontos já "ultrapassaram, de longe", a capacidade de atendimento dos centros de saúde locais. Além disso, ele pediu três dias de luto em território palestino fechando todas as lojas, escolas e estabelecimentos da região.