Trump quer que chineses ZTE possam retomar atividade

Terça-feira, 15 Mai, 2018

Em abril, a ZTE, fabricante de smartphones chinesa, foi proibida de comprar qualquer componente de empresas norte-americanas por, supostamente, ter violado uma sanção comercial imposta ao Irã.

Com isso, uma multa de US$ 1,2 bilhão, ou seja, de R$ 4,3 bilhões foi aplicada a ZTE, que foi forçada a demitir quatro funcionários seniores e a aplicar restrições salariais e de bonificações a outros 35 colaboradores.

Como é de costume em vários dos seus posicionamentos e comunicados, Trump anunciou pelo Twitter no domingo, 13, que está tentando junto ao governo chinês uma retomada das atividades da ZTE. O Departamento de Comércio dos Estados Unidos determinou que além de retenções de bônus, a empresa emitisse cartas de advertência aos envolvidos.

A ação tomada pelo Departamento de Comércio, embora severa é justificada: ela furou as sanções impostas a países como Irã e Coreia do Norte, tendo vendido milhares de dólares em software e hardware para ambos países, no que foi considerado crime de espionagem industrial: fornecimento de tecnologia norte-americana a países com sanções impostas.

Com estas proibições e exigências, a companhia optou por fechar as portas, decretando na última semana o fim de suas atividades. "O presidente da China, Xi [Jinping], e eu estamos trabalhando para dar à enorme companhia chinesa de telefones, ZTE, uma forma de voltar rápido aos negócios", disse.

Desta forma, o presidente dos Estados Unidos já teria dado as devidas instruções ao Departamento de Comércio do país para adotar as medidas cabíveis nessa situação. "Muitos empregos na China foram perdidos". De qualquer forma, o governo chinês elogiou a atitude de Donald Trump dizendo: "aplaudimos a atitude positiva dos Estados Unidos a respeito da ZTE e seguimos em estreita comunicação com eles".