OMS obtém autorização para usar vacina contra ebola no Congo

Terça-feira, 15 Mai, 2018

Quatro mil vacinas contra o ébola estão prontas a seguir para a República Democrática do Congo.

O Ministério da Saúde do Congo e a OMS rastreiam os contactos das vítimas e aplicam uma vacina experimental contra o Ébola.

Apenas dois casos foram confirmados até o momento em laboratório.

A OMS disse na manhã desta segunda-feira que a República Democrática do Congo relatou 39 casos suspeitos, prováveis ou confirmados de ebola entre 4 de abril e 13 de maio, entre eles 19 mortes.

A OMS garantiu que está se preparando para o "pior cenário" possível e enviou neste fim de semana o seu diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, junto com o diretor de emergências, Peter Salama, e a diretora regional para a África, Matshidiso Moeti, para "avaliarem as necessidades da resposta ao ebola em primeira mão", e oferecer apoio às autoridades locais.

Equipes da OMS, Unicef, Cruz Vermelha e Médicos sem Fronteiras se deslocaram para a região onde surgiu o surto, um local remoto a 280 quilômetros da capital provincial e com uma infraestrutura muito pobre.

Tedros Adhanom se reuniu ontem à noite em Kinshasa com o ministro da Saúde congolês, Oly Ilunga, para conhecer a situação na região depois que este último a visitou durante o dia de ontem.

A pior epidemia de ebola até hoje ocorreu entre 2013 e 2017 no oeste da África, registrou 29 mil casos e deixou 11,3 mil mortos principalmente na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa. A Aliança para a Imunização já anunciou que financiará as vacinas.

A doença é endêmica à República Democrática do Congo, e este é o 9º surto desde a descoberta da doença no país em 1976.