Muro de Carille amplia domínio do Corinthians sobre o Palmeiras — Análise

Terça-feira, 15 Mai, 2018

Logo aos quatro minutos, o Corinthians levou perigo ao gol adversário. Não fazia um arrastão para desarmar no campo de ataque, mas complicava o Corinthians. Dezenove desarmes na primeira etapa, um terço no campo de ataque.

No segundo tempo do clássico, o Corinthians cresceu.

O jogo terminou com o Corinthians melhor, com destaque para a grande atuação de Pedrinho e Romero. O drible, a capacidade de entrar nas defesas adversárias, de transformar jogos.

Cobrado por alguns jogadores do Palmeiras dentro de campo, como o zagueiro Edu Dracena e o volante Bruno Henrique, ambos ex-companheiros do paraguaio quando atuaram pelo Alvinegro, o atacante se defendeu dizendo que fez aquilo naturalmente, sem a intenção de provocar nenhum dos seus adversários dentro de campo. Para o Palmeiras, o risco é transformar os dérbis em vida ou morte.

O Palmeiras está crescendo e precisa entender por que bate na trave no jogo grande.

A última vez que o Palmeiras não teve mais vitórias que o Corinthians no confronto direto foi há 49 anos, em 1969, quando as equipes chegaram a registrar 65 triunfos para cada lado. De cabeça, Keno deixou Thiago Santos livre na cara do gol. Não foi. O Corinthians é segurança. No ano passado, por exemplo, ele fez um gol no Palmeiras, que ficou lembrado pela comemoração com "selfie". Queríamos muito vencer o clássico, mas não há nada errado. O meia passa para Maycon, que cruza e encontra Rodriguinho para abrir o placar e fazer seu quarto gol no Brasileiro.

"Depois vou assistir a partida com calma, mas creio que tenha sido um dos melhores jogos do Corinthians no ano".

No futebol atual, criar espaço é fundamental.

Diferente dos outros clássicos, a arbitragem se mostrou boa e sem polêmica.

Os oito títulos do Corinthians com Cássio: uma Libertadores (2012), um Mundial de Clubes (2012), três Estaduais (2013, 2017 e 2018), uma Recopa Sul-Americana (2013) e dois Brasileiros (2015 e 2017).

A quinta rodada normalmente não indica o campeão. Dali para a frente, estava claro que seria campeão. As duas quedas na casa corintiana foram as únicas derrotas palmeirenses como visitante na temporada. Se perder mais fora de casa correrá mais riscos, porque Palmeiras, Flamengo e Grêmio também estão muito fortes. Pelo Brasileiro, o rival será o Bahia, sábado, às 21h (de Brasília), também no Allianz.