Sérgio Moro assume investigação sobre Beto Richa e manda PF abrir inquérito

Segunda-feira, 14 Mai, 2018

No dia 26 de abril, o ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou o envio das investigações para o juiz Moro e para a Justiça Eleitoral do Paraná. Essa investigação foi assumida por Moro depois que Richa perdeu o foro privilegiado ao deixar o governo do Paraná.

O suposto favorecimento à Odebrecht na licitação da PR-323 foi delatado pelo executivo Benedicto Junior. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público Federal. Desse total, teriam sido efetivamente liberados R$ 2,5 milhões para a campanha de Richa.

O senador Roberto Requião (MDB-PR) afirmou, via Twitter, que o ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), deve ter o direito à presunção da inocência que foi sonegada ao ex-presidente Lula.

Conforme Benedito Júnior, os valores foram lançados internamente como despesas no projeto de duplicação da PR-323, na qual a Odebrecht atuou.

"A defesa entende que, com o julgamento deste recurso, deverá ser reformada a decisão proferida, determinando a remessa para a Justiça Eleitoral, nos mesmos moldes de decisões de casos similares". A Odebrecht venceu a licitação, mas o projeto nunca saiu do papel.

Moro afirma no despacho que "ainda no desdobramento das investigações, foi descoberta a existência, no Grupo Odebrecht, do assim denominado Setor de Operações Estruturadas, consistente em um departamento específico encarregado, na empresa, de realizar pagamentos não-contabilizados, entre eles de vantagem indevida a agentes públicos", segundo o G1.

O chefe de gabinete do ex-governador Beto Richa (PSDB) durante a campanha de reeleição em 2014, Deonilson Roldo, foi exonerado dos seis cargos que ocupava no Estado.

Deonilson era diretor de gestão da Copel e conselheiro fiscal da São Bento Energia, da Celepar, da Administração dos Portos, da Fomento Paraná, e do Conselho Estadual de Trânsito.

A Odebrecht disse que está colaborando com a Justiça e assinou acordo de leniência.