Parlamento elege Quim Torra como novo presidente da Catalunha

Понедельник, 14 Мая, 2018

"Em primeiro lugar, o nosso presidente é Carles Puigdemont, em segundo lugar seremos leais ao mandato do referendo de autodeterminação do primeiro de outubro: construir um Estado independente em forma de república".

Seja como for, estão agora reunidas as condições para evitar novas eleições antecipadas, isto porque se até ao dia 22 deste mês não houvesse um governo empossado, a Catalunha teria de realizar novo acto eleitoral, isto depois de as últimas eleições regionais (21 de Dezembro) terem reiterado uma maioria absoluta das forças soberanistas (Juntos pela Catalunha, Esquerda Republicana da Catalunha e Candidatura de Unidade Popular). O nome vai ser confirmado esta segunda-feira pela maioria dos deputados do parlamento de Barcelona.

Partido CUP aceitou abster-se para possibilitar a eleição de Quim Torra, apontado como sucessor por Puigdemont - por um voto.

O chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, mostrou-se disposto a ter uma relação de "entendimento e concórdia" com o novo presidente do governo catalão, desde que este cumpra a lei e a Constituição. A nomeação de Torra deve ser votada pelos parlamentares na próxima semana.

A decisão surgiu depois de o Tribunal Constitucional espanhol ter suspendido a lei que permitia a investidura à distância de Carles Puigdemont, em resultado de um recurso apresentado pelo Governo espanhol contra a lei regional, aprovada pelo Parlamento da Catalunha com os votos dos partidos independentistas. Ele é filiado ao movimento independentista "Juntos pela Catalunha", e foi presidente da entidade Òmnium Cultural, responsável por convocar manifestações pró-secessão.

Esta manhã, o novo presidente catalão não deixou totalmente claro o tipo de liderança que pretende exercer nem se quer prosseguir o caminho de confrontação com Madrid.

Este prometeu "trabalhar incansavelmente para a república" e "restaurar as instituições" catalãs.

O novo presidente catalão já tinha afirmado que tem a intenção de criar um "conselho de Estado no exílio" com Puigdemont, aquele que o próprio Torra vê como líder "legítimo" da Catalunha. "A situação é que é excepcional", atirou. "O nosso grupo propõe o companheiro e deputado Quim Torra para a presidência da Generalitat, para que possa assumir a responsabilidade nos próximos dias e formar Governo de forma imediata. Não vai chegar nem à independência, nem à coesão social".