Nova guerra no Oriente Médio envolve Israel, Irã e Síria

Segunda-feira, 14 Mai, 2018

O Exército de Israel lançou na madrugada desta quinta-feira (10) cerca de 70 mísseis contra as infraestruturas iranianas na Síria em resposta aos disparos do Irã nas Colinas de Golã.

Fontes do gabinete da presidência francesa disseram à France Presse que Macron apela ao fim da escalada e que vai abordar o assunto com a chanceler alemã Angela Merkel no encontro que vai decorrer em Aix-la-Chapelle, França.

"O Irã sempre tentou diminuir as tensões na região, reforçando a segurança e a estabilidade", declarou Rohani.

A declaração surge depois do confronto militar mais grave de sempre entre Israel e Irão.

A foto do serviço de Mídia Militar da Síria mostra mísseis israelenses sobrevoando o céu de Damasco, na Síria, com alvo em bases aéreas e outras bases militares do Irã no país.

A onda de ataques israelitas esta semana contra posições militares suspeitas na Síria causou 42 mortos, entre os quais pelo menos 19 iranianos, divulgou este sábado o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Entre os alvos da ofensiva israelense, considerada a mais importante desde a guerra de 1973, estavam armazéns de armas, centros logísticos e instalações da inteligência usados por forças de elite do Irã alocadas na Síria.

Netanyahu disse que advertiu o regime de Bashar al-Assad: "A nossa atividade é contra alvos iranianos na Síria diretamente". A desculpa já é velha e agora se desenha uma guerra generalizada no Oriente Médio, chegando até uma ameaça de Guerra Mundial, tudo devido a política consequente do país imperialista nas mãos do fascista Trump que leva a guerra na Síria para atacar a Rússia.

Há uma clara sensação nos últimos meses de que há um dedo muito próximo do gatilho, tanto em Israel como no Irão - sem esquecer a Arábia Saudita, que vê em Teerão um perigo existencial e não tem más relações com os israelitas.

A resposta israelita não tardou e teve uma dimensão nunca antes vista desde o início do conflito sírio: pelo menos 60 mísseis ar-terra e 10 mísseis terra-terra foram lançados contra posições iranianas em várias partes do território sírio, atingindo, segundo o ministro israelita da Defesa, Avigdor Lieberman, "quase toda a infraestrutura militar iraniana na Síria".

As Colinas de Golã ficam a nordeste de Israel e pertenciam à Síria até 1967, quando foram tomadas pelas forças israelenses na Guerra dos Seis Dias. Os moradores de Golã receberam a instrução de evitar as concentrações de pessoas. A Rússia anunciou ainda que vai manter a "colaboração estreita" com o Irão relativamente ao acordo nuclear. Em NY, encerrou a US$ 71,36.