Forças israelenses matam palestinos durante manifestações em Gaza

Segunda-feira, 14 Mai, 2018

Agora, a decisão de Donald Trump promete inflamar o principal barril de pólvora do Médio Oriente, uma vez que os Estados Unidos, mediadores históricos do conflito israelo-palestiniano, abdicam de um papel neutro e imparcial. A medida abalou o mundo árabe e os aliados ocidentais. Para quase toda a comunidade internacional, e inclusive para as Nações Unidas, a capital israelense é Tel-Aviv.

Milhares de palestinos se reuniram nesta segunda em diversos pontos próximos à fronteira e pequenos grupos se aproximaram da cerca de segurança vigiada por soldados israelenses.

Esta segunda-feira, à mesma hora, mas em Jerusalém, consuma-se uma decisão polémica de Donald Trump.

As autoridades palestinas disseram que pelo menos 500 manifestantes ficaram feridos, 35 deles por disparos de armas de fogo.

Como estão reagindo israelenses e palestinos?

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, assegurou ao presidente palestino, Mahmud Abbas, em recente visita oficial, que seu país deixa sua embaixada em Tel-Aviv, segundo veículos palestinos.

Mais cedo, ao menos 37 manifestantes palestinos morreram em confrontos com militares israelenses na cerca que divide a faixa de Gaza e Israel, no dia mais letal na região desde a guerra de 2014.

O timing da mudança de Embaixada também causou preocupação por causa da tensão, nas últimas semanas, na fronteira entre Gaza e Israel.

Em discurso na cerimônia, Jared Kushner, marido de Ivanka e conselheiro de Trump, disse que a inauguração da embaixada mostra que os EUA "farão o que é certo" e fortalece os laços entre Washington e Israel.

Para já, uma pequena embaixada provisória começa a operar esta segunda-feira no prédio consulado dos EUA em Jerusalém. Quando o resto da embaixada se mudar de Telavive, o complexo será transferido para um espaço maior. "Os presidentes do clube, o dono Eli Tabib e o diretor executivo Eli Ohana, decidiram adicionar o nome do Presidente americano que fez história ao clube e, a partir de agora, vai ser chamado Beitar Trump Jerusalém", anunciou o emblema israelita nas redes sociais.

Mas ele mandou, como seus representantes, a filha e o genro, que são assessores especiais da Casa Branca, além do secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e o sub-secretário de Estado, John Sullivan.