Palocci e Polícia Federal fecham acordo de delação, diz jornal

Четверг, 26 Апр, 2018

O acordo teria sido fechado com a Polícia Federal, já que o acordo com o Ministério Público não teria avançado, segundo o jornal. Ele cumpre pena de 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em processo da operação Lava Jato.

Uma fonte disse ao jornal que as informações e documentos fornecidos por Palocci podem resultar na abertura de novos inquéritos, operações e até mesmo prisões.

O ex-ministro vai falar aos delegados da Lava Jato da Superintendência da PF de Curitiba, onde está preso desde setembro de 2016. Ele deixou o PT, do qual era um dos fundadores e um dos nomes mais influentes, depois de fazer acusações contra o ex-presidente Lula e dizer que o petista fez um "pacto de sangue" com a direção da Odebrecht. As vantagens oferecidas a Palocci em troca de suas revelações ainda estão sendo mantidas em sigilo pelas partes.

Duas semanas atrás, Palocci teve pedido de liberdade negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em sua manchete, a Folha de S.Paulo destaca que a defesa de Lula pediu o envio imediato das ações sobre a reforma do sítio de Atibaia e a compra do terreno do Instituto Lula para a Justiça de São Paulo. Até então, de acordo com a versão do ex-ministro, não havia valores estabelecidos para pagamento da Odebrecht ao PT, mas a empreiteira ficou receosa com a eleição de Dilma. Na sequência, também em depoimento a Moro, Lula atacou Palocci em vários momentos e o chamou de "frio e calculista, capaz de simular uma mentira". Lula, segundo o ex-ministro, teria falado abertamente do propósito de usar os projetos da estatal para financiar a campanha "dessa companheira aqui (Dilma), que eu quero ver eleita presidente do Brasil", teria dito Lula, nas palavras de Palocci. Para um experiente investigador, Palocci é um dos poucos condenados da Lava-Jato que têm informações importantes para debelar estruturas criminosas ainda fora do alcance da polícia.